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12 dezembro 2010

ENSAIO


Condições para ser Maçom

1. É subir a Escada de Jacó pelas Iniciações da Vida sem ferir os Irmãos neste percurso;
2. É realizar o sonho de desbastar pelo pensamento e pelas acções as arestas dos vícios e da insensatez;
3. É socorrer o Irmão nas dificuldades, chorar com ele as suas angústias e saber comemorar a seu lado as suas vitórias;
4. E reconhecer nas viúvas e nos órfãos a continuidade do Irmão que partiu para o Oriente Eterno;
5. É ver na filha do Irmão a sua filha e na esposa do Irmão, uma Irmã, Mãe ou Filha;
6. É combater o fanatismo e a superstição sem o açoite da guerra mas com a insistência da palavra sã;
7. É ser modelo da eterna e universal justiça para que todos possam concorrer para a felicidade comum;
8. É saber conservar o bom senso e a calma quando outros o acusam e o caluniam;
9. É ser capaz de apostar na sua coragem para servir aqueles que o ladeiam, mesmo que lhe falte o próprio sustento;
10. Ésaber falar ao povo com dignidade ou de estar com reis e presidentes em palácios sumptuosos e conservar-se o mesmo;
11. É ser religioso e político respeitando o direito da religião do outro e da política oposta à sua;
12. É permitir e facilitar o desenvolvimento pleno das concorrências para que todos tenham as mesmas oportunidades;
13. É saber mostrar ao mundo que nossa Ordem não é uma Sociedade de Auxílios Mútuos;
14. É estar dominado pelo princípio maior da TOLERÂNCIA suportando as rivalidades sem participar de guerras;
15. É abrir para si e permitir que outros vejam e o sigam, o Caminho do Conhecimento e da Iniciação;
16. É conformar-se com suas posses sem depositar inveja nos mais abastados;
17. É absorver o sacerdócio do Iniciado pela fé no Criador, pela esperança no melhoramento do homem e pela caridade que abrir-se-á em cada coração;
18. É sentir a realidade da vida nos Sagrados Símbolos da Instituição;
19. É exaltar tudo o que une e repudiar tudo o que divide;
20. É ser obreiro de paz e união, trabalhando com afinco para manter o equilíbrio exacto entre a razão e o coração;
21. É promover o bem e exercitar a beneficência, sem proclamar-se doador;
22. É lutar pela FRATERNIDADE, praticar a TOLERÂNCIA e cultivar-se integrado numa só família, cujos membros estejam envoltos pelo AMOR;
23. É procurar inteirar-se da verdade antes de arremeter-se com ferocidade contra aqueles que julga opositores
24. É esquivar-se das falsidades inverossímeis, das mentiras grosseiras e das bajulações humanas;
25. É ajudar, amar, proteger, defender e ensinar a todos os Irmãos que necessitem, sem procurar inteirar-se do seu Rito, da sua Obediência, da sua Religião ou do seu Partido Político;
26. É ser bom, leal, generoso e feliz, amar a Deus sem temor ao castigo ou por interesse á recompensa;
27. E manter-se humilde no instante da doação e grandioso quando necessitar receber;
28. É aprimorar-se moralmente e aperfeiçoar o seu espírito para poder unir-se aos seus semelhantes com laços fraternais;
29. É saber ser aluno de uma Escola de Virtudes, e Amor, de Lealdade, de Justiça, de Liberdade e de Tolerância;
30. É buscar a Verdade onde ela se encontre e por mais dura que possa parecer;
31. É permanecer livre respeitando os limites que separam a liberdade do outro;
32. É saber usar a Lei na mão esquerda, a Espada na mão direita e o Perdão à frente de ambas;
33. É procurar amar o próximo, mesmo que ele esteja distante, como se fosse a si mesmo.

Texto da CASA REAL DOS PEDREIROS LIVRES DA LUSITÂNIA, escrito na língua portuguesa lusitana

O herói Zorro era Maçom?


Além de forte, corajoso e conquistador, Zorro também era maçom. Essa foi a conclusão de Fabio Troncarelli, historiador da cultura italiana, que publicou um livro sobre o mito do personagem na literatura e no cinema.

A relação entre Zorro e a maçonaria é um dado totalmente inédito. Segundo Troncarelli, Johnston McCulley, o inventor de Zorro, se afiliou à confraria de maçons e, para criar seu personagem, se inspirou nas novelas de outro companheiro maçom, Vicente Riva Palacio.

Se descobre assim — de acordo com o historiador italiano — que a letra ‘‘Z’’ é apenas um símbolo que, inscrito no pentagrama, representa, para os maçons, força moral e honradez. ‘‘Apesar das aparências, Zorro não é simplesmente um homem de ação, mas também um herói que recorre à força para afirmar a cultura e a sabedoria’’, afirma Troncarelli.

O personagem de Zorro (que em espanhol significa ‘‘raposa’’) nasceu no dia 9 de agosto de 1919 das mãos de Johnston McCulley, na história intitulada ‘‘A Maldição de Capistrano’’, publicada na revista popular Johnston McCulley. Esta publicação era editada por Frank Munsey, um arquimilionário que havia se consagrado ao popularizar a literatura. Adversário ferrenho do capitalismo, ele acreditava que a cultura tinha que ser acessível à população.

Um ano depois o personagem foi levado ao cinema em um filme chamado A Marca de Zorro, estrelado por Douglas Fairbanks, que fez um sucesso sem precedentes: a polícia teve que intervir para dispensar a multidão que se aglomerava em frente ao Capital Theater, cinema de Nova York.

O roteiro do filme era fiel à novela, narrando as aventuras de Don Diego de la Vega, um jovem rico da Alta Califórnia, que, ao voltar à sua pátria, combatia a corrupção e o massacre aos índios ocultando sua identidade com uma máscara.

Segundo o historiador italiano, o sucesso do personagem não se deve apenas às suas proezas, mas também porque ocupou o vazio deixado por Pancho Villa, personagem muito amado pelos espectadores norte-americanos, morto abruptamente. O Zorro evocava, assim, o mito da revolução mexicana, que ocorreu entre 1914 e 1916, e foi um verdadeiro acontecimento para a mídia.

O herói no cinema
Atores que já encarnaram o personagem:
Douglas Fairbanks (década de 1920)
Tyrone Power (década de 1950)
Guy Williams (década de 1950, no seriado da Disney)
Alain Delon (década de 1970)
Antonio Banderas (década de 1990)

Matéria publicada no Jornal Correio Braziliense

Hoje na história - 12 de dezembro


Nasce João Alfredo Correia de Oliveira (foto) na Casa Grande do Engenho São João, na Ilha de Itamaracá, Pernambuco, no dia 12 de dezembro de 1835 e faleceu no Rio de Janeiro em 6 de março de 1915.
Foi um Maçom, político, abolicionista e monarquista. Como conservador progressista esteve ligado à formulação da Lei do Ventre Livre e da Lei Áurea. Foi também o principal artífice da primeira lei universalizante sobre o registro civil no Brasil, em 1874.
Foi deputado provincial, deputado geral, ministro do Império (o ministro mais longevo no cargo em toda a monarquia), ministro da Agricultura, ministro da Fazenda (de 10 de março de 1888 a 7 de junho de 1889), conselheiro de Estado, presidente de província (Pará e São Paulo) e senador de 1877 a 1889.
Foi Presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro de D. Pedro II), de 10 de março de 1888 a 7 de junho de 1889. Seu ministério assegurou a aprovação parlamentar do projeto da Lei Áurea, da qual foi o relator.
A lei foi rapidamente sancionada pela Princesa Isabel, que exercia o cargo de regente do Império em razão de viagem do Imperador à Europa. Depois da proclamação da república presidiu o Banco do Brasil.

11 dezembro 2010

ARTIGO

A família do Maçom
Valdemar Sansão

A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus.


A família é um dom dos maiores que recebemos de Deus. Não é somente uma realidade cultural que pertence a historia dos povos. É uma instituição natural criada por Deus.   

A Maçonaria ilumina-nos sobre o sentido DA família. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, cuja vida é comunhão profunda entre as pessoas. O ser humano não existe apenas para alimentar-se, crescer e ocupar espaço e tempo sobre a terra. É feito para “con-viver” (viver com), partilhar a vida com OS outros, viver em comunidade. Amadurecer no relacionamento fraterno e entrar em comunhão com o próprio Deus, não só nesta vida, mas por toda a eternidade.

No projeto DA Maçonaria, a família é destinada a ser a “comunidade de pessoas unidas no amor”, Sacramento cujo núcleo é a união amorosa e fiel entre o homem e a mulher, caminho de aperfeiçoamento recíproco e fonte de vida.

A família é, também, um compromisso. A comunhão de vida não se realiza por encanto. É necessária a colaboração de cada um, para superar o egoísmo, abrir-se ao outro na doação conjugal e familiar. Requer-se, ainda, a cooperação DA sociedade para que se criem condições adequadas à vida em família. A finalidade primeira DA família, é o valor que lhe confere sentido, é a prole, sua educação física, psíquica, intelectual, moral, religiosa, econômica e social.

O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo DA alma. A Casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A Paz no mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em Paz entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o Irmão mais próximo, associado à nossa luta  de cada  dia, como respeitar o Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS?

Tantos pais, irmãos e filhos se separam só pela necessidade de impor vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono DA última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.

São naturais as discordâncias. O homem um dia há de aprender a combater as idéias e não as pessoas. Toda a discordância deve priorizar o respeito.

 Se o “diálogo” antecedesse as nossas diferenças, não haveria espaço em nossos corações para ressentimentos e muito menos cultivaríamos sentimentos tão letais no que diz respeito aos outros.

O lar deve ser cultivado como um santuário. É nas lutas diárias do lar que nos preparamos para abraçar tarefas de vulto em prol DA humanidade. É preferível abdicar de servir à humanidade, se nos esquecemos dos compromissos prioritários de nosso lar.

Nos tempos atuais, em que tantos banalizam a vida e as ruas se tornam abrigos de órfãos de pais vivos, é hora de refletirmos sobre a Família e o papel do Maçom na Comunidade.

A Maçonaria quer que cada um de nós busque melhorar em todos OS sentidos, porque em assim fazendo estaremos no caminho certo que é a busca de uma melhoria cada vez maior para a humanidade.

O comportamento do Maçom se torna muito difícil na sociedade maçônica que na profana, porque na sociedade maçônica, OS indivíduos estão mais chegados uns aos outros, exigindo deles tolerância, fraternidade, principiando pela família, que reflete no procedimento social. 

O cumprimento destas tarefas tão importantes para o indivíduo e para a comunidade significa, ao mesmo tempo, para OS maçons o desdobramento benéfico de suas próprias disposições.

O respeito e a realização de tão nobre tarefa não podem ficar a mercê do acaso ou DA arbitrariedade, mas deve ser assegurada por uma verdadeira obrigação.

A Maçonaria brasileira com o seu papel na formação do homem sempre foi uma constante na consciência de liderança nacional DA importância DA função DA família.

À família é atribuído o papel de primeira célula DA organização social, responsável pela transmissão dos valores morais, espirituais, para que o mundo alcance a Paz.

Portanto, a família, para a Maçonaria, tem o merecimento que lhe atribuiu o Irmão Rui Barbosa que aconselhava: “multiplicai a célula e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a Pátria”.

A família natural do Maçom passa a ser também maçônica, a partir do momento em que o Iniciando recebe a luz (DA Iniciação), a primeira coisa que vê é seus novos Irmãos armados com espadas, jurando protegê-lo sempre que for preciso. Passa a ser tratado como Irmão, demonstrando-se, assim, o caráter fraternal DA Maçonaria. A partir daí, todos que a ele se referem o tratam por Irmão, OS filhos do Irmão passam a tratá-lo como “tio” e as esposas de seus Irmãos passam a ser “cunhadas”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro DA Ordem e a família maçônica. Na realidade, uma Loja constitui uma família, pois todos OS seus membros são Irmãos entre si, sem o destaque hierárquico; O Venerável Mestre continua sendo o irmão do novel Aprendiz.  Se existe essa família, a união de seus membros deve ser cultivada e todos se amarem com laços afetivos.

É difícil precisar, no entanto, como esse vínculo se cria e se mantém. Por quê? Ao sermos reconhecidos como Maçons o outro lado prontamente abre um sorriso amigo e o abraça, como se já o conhecesse de toda a vida. Que força é essa que nos une e faz com que homens de diferentes raças, credos, profissões e classes sociais, tenham um sentimento de irmandade mais forte entre eles, que entre irmãos de sangue ?

A Maçonaria reserva um lugar de destaque à Mulher. Com a evolução e a modernidade atuais, a mulher está conquistando, ao lado do homem, um lugar igual. E nós, Maçons, não temos motivos para combater os ideais de emancipação da mulher. Ao invés, é nosso dever amparar a mulher em seus esforços para obter liberdade e igualdade. Há casos em que o Candidato já está vivendo sua segunda união matrimonial. É importante que descubramos se sua esposa anterior e os filhos dessa união ficaram amparados e se o Candidato está cumprindo com os deveres como um dos construtores daquela família. Quem age corretamente não se opõe a essa providência.

Portanto, sob o critério filosófico, a Maçonaria destina-se tanto ao homem como a mulher, complementos que são um do outro e destinados como estão a constituir a família base celular de uma sociedade bem organizada. "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gêneses 2:24).

Se em nossos dias são frequentes as agressões à família e à vida, é também confortador, podermos nos unir para abrir o coração para aprendermos através do estudo de nossos Rituais, que sempre nos ensina a força do Amor, capaz de sacrifício, diálogo e coragem.

O encontro semanal em nossas Lojas, sob a proteção do Criador, seja para nós um encontro com a própria família e a ocasião de sentirmos a alegria de sermos todos Irmãos à luz de Deus.

A Maçonaria convoca seus adeptos a oferecer seus serviços à família para que possa alcançar, dia a dia, o ideal de união revelado pelo Grande Arquiteto do Universo.


Mestre Maçom

10 dezembro 2010

Hoje na História – 10 de Dezembro


10/12/1996 - Na África do Sul, Nelson Mandela (foto) assina uma nova Constituição e põe fim ao regime racista do apartheid.

10/12/1998 - O escritor português José Saramago torna-se o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura.

10/12/1964 - O reverendo Martin Luther King recebe o Nobel da Paz, tornando-se a pessoa mais jovem a ser agraciada com esse premio.

10/12/1961 - Rompimento de relações entre a União Soviética e a Albânia.

10/12/1959 - UDN lança Jânio Quadros como candidato à presidência da república.

10/12/1954 - Ernest Hemingway, escritor norte-americano, recebe o Nobel de Literatura.

10/12/1953 - Winston Churchill, primeiro ministro inglês que liderou os aliados durante a Segunda Guerra Mundial, recebe o Nobel de Literatura.

10/12/1948 - A Assembléia Geral das Nações Unidas aprova a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

10/12/1943 - Passeata estudantil em São Paulo pede a libertação de Mota. A policia atira na multidão: 2 estudantes morrem e 25 são feridos.

10/12/1922 - Albert Einstein recebe o Prêmio Nobel de Física.

10/12/1916 - Implantado no Brasil o serviço militar obrigatório.

10/12/1915 - Ford produz o milionésimo carro modelo T.

10/12/1907 - Joseph Rudyard Kipling recebe o Prêmio Nobel de Literatura.

10/12/1903 - Um casal francês - Pierre e Marie Curie - recebe o Prêmio Nobel de Química.

10/12/1898 - O Tratado de Paris, assinado por representantes espanhóis e norte-americanos, põem fim à Guerra Hispano-americana.

10/12/1896 - Morre Alfred Nobel, industrial sueco. Ele deixou sua fortuna para premiar pessoas que contribuíssem para o bem da humanidade.

10/12/1868 - O primeiro farol de trânsito, construído em Londres, começa a operar.

10/12/1845 - Robert Thompson, engenheiro inglês, patenteia o pneu.

10/12/1825 - Brasil declara guerra à Argentina.

09 dezembro 2010

Minorão em Sampa

O Irmão Nilton Minora, da Augusta e Benfeitora Loja Simbólica Padre Miguelinho dedicou seis dias de suas férias para uma estada em São Paulo, ao lado da esposa.
Ele fez o registro fotográfico da viagem e mandou algumas imagens para o Blog do GOIERN, com o seguinte encaminhamento:

"Um giro por São Paulo curtindo férias.
Estive no Museu e no campo do Ipiranga, onde D. Pedro I bradou aos seus soldados: Independência ou Morte!
É um registro da minha passagem por São Paulo.
Um T:.F:.A:.,
Minorão"

CONVITE DE MISSA DE 30º DIA

ARTIGO

A Importância da Ética na Maçonaria
José Castellani

A abordagem de um assunto complexo exige algumas premissas que, embora verdades inconcussas podem ser esquecidas em benefício de interesses pessoais de momento. A primeira premissa esclarece que a Maçonaria é uma fraternidade. O substantivo feminino fraternidade designa o parentesco de irmãos, o amor ao próximo, a harmonia, a boa amizade, a união ou convivência como de irmãos. Isso leva à conclusão de que na organização designada genericamente como Maçonaria, ou Francomaçonaria, definida como uma fraternidade deve prevalecer a harmonia e reinar a união ou convivência como de irmãos.

A segunda premissa afirma que a Maçonaria como Fraternidade deve ser instituição fundamentalmente ética. O substantivo feminino "ética" designa a reflexão filosófica sobre a moralidade, ou seja, sobre as regras e códigos morais que orientam a conduta humana; refere-se à parte da Filosofia que tem por objetivo a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento dos princípios normativos da conduta humana, segundo esse sistema de valores.

Sendo a maçonaria por definição organização ética, os códigos de moral e o alto sistema de valores devem ser rígidos já que orientam a conduta entre maçons. Todos os códigos maçônicos ressaltam a importância dos valores éticos entre maçons, ou seja, entre irmãos. Evidente em disposições inseridas em textos constitucionais, as quais, com pequenas variações de obediência para obediência, afirmam que, entre outros, são deveres do maçom: "reconhecer como irmão todo maçom e prestar-lhe, em quaisquer circunstâncias, a proteção e ajuda de que necessitar, principalmente contra as injustiças de que for alvo; haver-se sempre com probidade, praticando o bem, a tolerância e a fraternidade humana". E completam, destacando que: "não são permitidas polêmicas de caráter pessoal nem ataques prejudiciais à reputação de irmãos, nem se admite o anonimato".

A ética não fica restrita às relações entre maçons, mas também às destes com as obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes, em textos escritos. Isso está bem caracterizado no dispositivo legal, que admite ser direito do maçom: "publicar artigos, livros, ou periódicos que não violem o sigilo maçônico nem prejudiquem o bom conceito da obediência".

A par dessa ética de caráter interno há aquela reconhecida em todos os meios sociais e que considera atentatórias às regras e códigos morais das sociedades ditas civilizadas, atitudes como:

1.Divulgar denúncia de fatos, sem a necessária comprovação, o que envolve difamação e calúnia;
2.Difamar e atacar pessoas, em conversas e em reuniões, sem a presença dos atingidos pelos ataques;
3.Divulgar, por qualquer veículo, o texto de cartas particulares e, portanto, confidenciais;
4.Atacar pessoas e instituições, sem lhes dar o direito de resposta no mesmo veículo e no mesmo local em que foi publicado o ataque (e esse é um direito garantido por lei);
5.Ter conhecimento de que alguém está incorrendo em atitudes antiéticas, como as citadas, e nada fazer, ou, o que é pior, ajudar a incrementá-las;
6.Aproveitar uma situação de inimputabilidade penal - por qualquer motivo, inclusive senilidade - para produzir ataques, difamações e injúrias contra pessoas e ou instituições.

Atitudes antiéticas como as citadas ocorrem todos os dias na sociedade atual, principalmente em épocas de campanha eleitoral, de crises econômicas, de tumulto social; ocorrem também nos meios onde a intriga e os mexericos fazem parte do ofício e trazem dividendos financeiros, como é o caso das "colunas sociais" e da mídia especializada em futricas de rádio, televisão e teatro. É claro que ocorrem! A sociedade atual, graças ao esgarçamento de sua estrutura familiar e ao avanço avassalador da amoralidade, é hoje altamente antiética: a solidariedade é moeda em baixa; o respeito às demais pessoas é praticamente inexistente; o acatamento da lei e da ordem vai escorrendo pelo ralo; a deslealdade no sentido de auferir vantagens vai de vento em popa; quem está por cima, pisa na cara de quem está por baixo; e quem está por baixo tenta puxar o tapete de quem está por cima. A maçonaria, contudo, deveria dar o exemplo de moral e de ética. Afinal de contas, ela afirma, em todas as suas cartas magnas, que: "pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade; proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um".

Nem sempre isso acontece. A instituição maçônica doutrinariamente é perfeita, mas os homens são apenas perfectíveis. Procuram se aperfeiçoar, mas muitos não conseguem seu intento, mesmo depois de muitos e muitos anos de vida maçônica, persistindo nas atitudes aéticas e antiéticas, que lhes embotam o espírito e assolam o ideal de solidariedade, de moral e de respeito à dignidade humana. Para aqueles que pretendem, realmente, se aperfeiçoar, valem os conselhos contidos numa mensagem encontrada na antiga igreja de Saint Paul, em Baltimore, datada de 1692:

"Vá plácido entre o barulho e a pressa lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade, clara e calmamente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes, pois também eles têm a sua história. Evite pessoas barulhentas e agressivas. Elas são tormento para o espírito. Se você se comparar a outros, pode se tornar vaidoso e amargo, porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. Desfrute suas conquistas, assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, ainda que humilde; é o que realmente se possui, na sorte incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios, porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais e, por toda parte, a vida é cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Principalmente, não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor, porque, em face de toda aridez e desencanto, ele é perene como a grama. Aceite, gentilmente, o conselho dos anos, renunciando, com benevolência, às coisas da juventude. Cultive a força do espírito, para proteger-se, num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do Universo; não menos que as árvores e as estrelas, você tem o direito de estar aqui. E que seja claro, ou não, para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja a sua forma de conhecê-lo, e, sejam quais forem sua lida e suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com sua alma. Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo maravilhoso. Esteja atento"!

Hoje na História – 09 de dezembro

09/12/1965 - Tiradentes (foto) é declarado Patrono da Nação Brasileira.

09/12/1992 - É anunciada pelo primeiro-ministro britânico John Major a separação do príncipe Charles e sua esposa Diana.

09/12/1992 - É aprovado no Brasil o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF).

09/12/1990 - Lech Walesa, sindicalista e político, é eleito presidente da Polônia.

09/12/1985 - O ex-presidente argentino Jorge Videla é condenado à prisão perpétua por ter liderado a “guerra suja” na qual milhares de pessoas desapareceram.

09/12/1977 - Morre no Rio de Janeiro, Clarice Lispector, escritora e romancista.

09/12/1965 - Nikolai Podgorny é nomeado chefe de Estado da União Soviética.

09/12/1964 - Morre a poetisa brasileira Cecília Meireles.

09/12/1949 - O governo nacionalista chinês, liderado por Chiang Kai-shek, se instala na Ilha de Formosa.

09/12/1931 - A Espanha se torna uma república.

09/12/1917 - Forças turcas se rendem e o exercito inglês, liderado pelo General Allenby, ocupa Jerusalém.

09/12/1910 - É abafado, em 24 horas, o levante dos marinheiros da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro.

AGENDA MAÇÔNICA - 09/12/2010

Hoje é dia de Sessão Maçônica nas Oficinas abaixo:

Aug:.Benf:.Loj:.Simb:.Padre Miguelinho nº 03
Fundada em 07/09/1953 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Presidente Bandeira, 326, 1º Andar, Alecrim
CEP 59.040-200 - Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Emídio Fagundes nº 06
Fundada em 13/05/1958 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Antonio Basílio, 3503, Lagoa Nova.
CEP 59.040-200 - Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Fraternidade Assuense nº 11
Fundada em 24/06/1967 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Professor Luiz Antonio, 595, Centro.
CEP 59.650-000 – Assú-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.13 de Setembro nº 13
Fundada em 27/02/1976 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Carloto Távora, 1117, Centro
CEP 59.900-000 - Pau dos Ferros-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.União Jardinense nº 14
Fundada em 18/10/1974 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Dr. Ruy Mariz, 202, Centro
CEP 59.343-000 - Jardim do Seridó-RN