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12 novembro 2010

Nietzsche e o problema da transcendência imanente - PARTE 1



Nietzsche e o problema da 
transcendência imanente
Ernst Tugendhat


Não existe, obviamente, um conceito de transcendental, pois esta palavra tem sido usada em vários sentidos. Ela significa "o que é ou vai além". Na filosofia medieval, chamavam-se conceitos transcendentais aos mais universais, ou seja, aqueles que vão além das distinções entre diferentes categorias. Na idade moderna, o uso mais comum da palavra designa o supra-sensível como aquilo que está além do mundo espaçotemporal. Se acreditarmos que os homens têm uma relação essencial com algo suprasensível tal como as idéias de Platão ou um Deus que está além do espaço, então, esta relação com algo transcendente pode ser chamada de relação transcendental.

Muitos falam do metafísico neste mesmo sentido e quando dizem que a metafísica acabou, querem dizer que a crença numa coisa transcendente não se pode mais justificar. Neste sentido, o transcendente tem, em primeira instância, um sentido ontológico, quer dizer, refere-se a um tipo de ente; mas, também, pode-se dizer que este uso tem um sentido psicológico-antropológico, isto é, que os seres humanos relacionam-se não somente com o mundo espaço-temporal, mas também com o que transcende este mundo. Neste segundo sentido, ou seja, no antropológico, pode-se dizer que transcendência refere-se à relação dos seres humanos com o que está além. Transcender adquire assim um sentido dinâmico: refere-se às atividades dos homens que consistem em transcender.

Hoje duvidamos do transcendente neste sentido: muitos de nós não acreditamos que fomos criados por Deus ou que temos alguma relação com algo transcendente, com uma região divina ou extramundana. Somos uma espécie animal. Isto não significa que não haja nada que nos distinga dos outros animais, mas o traço distintivo tem que se entender de uma maneira natural. Ele tem que ter surgido por meio da evolução, da mesma maneira que as outras características surgiram. Esta postura é chamada de “naturalismo”.

Nietzsche foi um dos filósofos mais importantes entre os que propuseram a doutrina naturalista e que criticaram o transcendentalismo. Segundo Nietzsche, já não temos boas razões e nem bons motivos para acreditar em Deus. Num célebre aforismo da Gaia Ciência (§ 125), Nietzsche designa este fato como a morte de Deus. Segundo ele, sem Deus também a moral tradicional perde seu fundamento. Uma coisa que distingue Nietzsche de outros naturalistas foi o fato de que levou muito a sério a característica humana de transcender para algo. O que diferencia o homem de outros animais é que sua vontade vai além: para a vontade humana parece ser necessário que todo querer seja entendido em relação a um sentido da vida. O sentido da vida consistia antes, precisamente, na relação com o transcendente sobrenatural, ou seja, com Deus.

Nietzsche mantém, porém, que se já não podemos manter esta crença, nossa vontade cai primeiro num vazio, no nada. Ele ainda diz: "Antes de nada querer, a vontade quer o nada". Isto é o que Nietzsche chama de "decadência" ou "niilismo". Aqui o conceito do transcender humano, do ir além, adquire um sentido mais amplo. O conceito básico é agora o de estar dirigido a um sentido da vida e o fato de que este sentido consista em algo supra-sensível é só um conteúdo entre outros. Nietzsche estava convencido de que o homem necessita para viver de um sentido da vida e, por isso, viu a sua tarefa numa reavaliação dos valores, segundo a qual os homens deveriam ver o sentido da vida na própria vida. 

Ao invés de obedecer aos valores dados (valores supra-sensíveis), o homem criaria seus valores. Isso significa que a transcendência para o sentido da vida voltar-se-ia para o interior do próprio ser humano. Poder-se-ia, então, falar de uma transcendência imanente, quer dizer, de um ir além que precisamente não seria um ir a algo além do natural, mas um ir além do ser do homem. Existe uma estrutura da transcendência imanente? E se é assim, como teríamos que entendê-la? Nesta conferência vou ocupar-me desta pergunta. Primeiro, quero mostrar como foi abordada por Nietzsche e, depois, vou investigar de que outra maneira poderia ser vista.

Já mostrei que, segundo Nietzsche, se os valores da vida não nos são dados por Deus, então teriam que ser criados pelos homens. A idéia da criação é central em Nietzsche, mas como entendê-la? Uma possibilidade aqui é a arte. Pode soar muito convincente que a arte é o que dá sentido à vida. Nietzsche acreditava também que os valores morais, se não são dados pela religião, devem ser vistos como fundamentados no estético. Porém, isto deveria ter uma base mais fundamental. Como devemos redefinir a vontade humana se devemos entendê-la como sendo a base tanto da moral como do estético? Finalmente, sua resposta foi: o ser do homem (e não só do homem, mas de todo ser vivo) tem que se entender como vontade de poder.

Com este conceito - vontade de poder - Nietzsche acreditou responder todas as perguntas que lhe teriam ficado abertas. Por um lado, acreditou poder interpretar toda arte como expressão do poder; por outro, já havia tentado mostrar que o egoísmo é a motivação básica de todas as atividades do homem, também das atitudes morais. Sendo assim, Nietzsche chegou a pensar que no conceito de vontade de poder tinha encontrado a quinta-essência do egoísmo. Em terceiro lugar -e isso era para ele o aspecto central- a idéia de vontade de poder podia cumprir com o requisito de transcendência dentro da imanência. A vontade de poder podia ser entendida como uma fonte de ação que por si mesma pressiona a um além e que isso é o que dá sentido à vida. Finalmente, em quarto lugar, Nietzsche pensava que com este conceito teria encontrado a estrutura não só do homem, mas de todo ser vivo e ainda de todo ser natural.

Mas há, obviamente, uma série de objeções. O problema mais grave é que Nietzsche nunca apresentou um esclarecimento preciso sobre como se deve entender a palavra "poder". Assim como ele a usa, misturam-se dois sentidos. Primeiro, ter poder significa ter poder sobre a vontade dos outros. Mas Nietzsche também entende a palavra num sentido mais inocente, num sentido de força e potência, de capacidade. Somente porque a palavra pode ser entendida no sentido de capacidade é que Nietzsche pode interpretar a criação e a arte como manifestação de uma vontade de poder. Naturalmente, a palavra "força" pode, por sua vez, ter uma multiplicidade de sentidos. Pode ter o sentido de força física, usado particularmente por Nietzsche em muitos lugares em combinação com o sentido de poder sobre outros. Mas Nietzsche também a usa, por exemplo, no sentido de domínio de si mesmo.

Se Nietzsche tivesse entendido "poder" só no sentido de capacidade, a sua teoria seria quase vazia porque isso deixaria aberto para a pergunta: capacidade de quê? Torna-se, então, essencial para ele entendêla no sentido de poder sobre os outros, mas para esquivar-se de objeções óbvias continua usando a palavra no sentido mais geral. Por exemplo, parece impossível subordinar a criação à idéia de dominação dos outros. Pode-se admitir que em muitíssimas atitudes humanas, também em muitas de aparência moral, o desejo de dominar os outros é um fator importante, mas parece estranho crer poder reduzi-las a mero desejo de dominação. Ainda que admitíssemos que a motivação de toda ação humana é egoísta, não parece plausível que a meta de todo egoísmo seja o domínio dos outros.

É isso que se pode objetar também contra a idéia de que a meta de toda atividade biológica é a dominação. Com a tese de que a vontade de poder é essencial não só para a vida humana, mas para toda a vida, Nietzsche perde o fio condutor que tinha sido a pergunta pelo "ir além" especificamente humano e pelo sentido da vida. Os outros animais, com certeza, não se relacionam com o problema do sentido da vida. Não parece, então, que Nietzsche tenha encontrado com seu conceito de vontade de poder uma resposta compreensiva à questão de como entender o biológico em geral, nem como entender o ser humano e, em particular, aquele traço de transcendência que se pode chamar "ir além".

Se deixarmos de lado o aspecto específico do poder e reduzirmos o que Nietzsche diz à idéia mais plausível do egoísmo, encontramo-nos diante da pergunta: é certo que se reduza o ser humano a isso uma vez que se eliminou a relação com o supra-sensível? O desafio de Nietzsche apresenta-se particularmente em duas áreas: uma é a moral e a outra, a antropologia filosófica. Quanto à primeira, perguntaríamos se é certo, como Nietzsche acreditava, que fora da religião, a moral, no sentido tradicional, não tem fundamento. Mas não me ocuparei dessa pergunta aqui. A minha pergunta vai ser: se não nos convence a maneira como Nietzsche imaginou uma transcendência dentro da imanência, de que outra maneira temos que entendê-la? E o que é essencial no ser do homem? Esta é uma pergunta que é tratada pela antropologia filosófica.

O que significa “antropologia filosófica?” A antropologia filosófica distingue-se da antropologia enquanto etnologia que é o estudo de diferentes culturas humanas (em inglês, se chama "cultural anthropology"). A antropologia filosófica é usada para designar o que é que distingue o homem em geral de outros animais. Talvez uma pergunta tão geral pode parecer exagerada. O homem não existe sempre em condições históricas concretas? Mas esta pergunta geral pelo homem como tal em contraste com suas diferentes condições históricas não é mais extravagante do que a pergunta geral pela moral, pela estética ou pela teoria da ação em contraste com uma moral particular, etc. 

O fato de que hoje não se conheça uma disciplina denominada “antropologia filosófica” é, na realidade, uma coisa estranha que só pode ser explicada historicamente. Na verdade, o que Nietzsche fazia não era outra coisa senão antropologia filosófica. Um pouco mais tarde, nos anos 20 do Século XX, formou-se na Alemanha uma corrente que se chamou “antropologia filosófica”, cujos representantes importantes foram Scheler, Plessner, Gehlen e também Heidegger pertencia a esta corrente. Pode-se dizer que toda filosofia, desde Platão, tem como núcleo a pergunta pelo modo como devemos entender a nós próprios, ou seja, "o que é o homem?", mas que na filosofia tradicional a orientação para o supra-sensível fez com que se considerasse a metafísica a disciplina primária da filosofia.

Pode-se dizer, então, que a antropologia filosófica é a herdeira da metafísica e, portanto, deveria ser considerada a filosofia primeira de hoje. Foi por esta razão que se estabeleceu tal disciplina na primeira metade do século passado. Por que desapareceu? Na Alemanha, o desaparecimento desta disciplina se deve à estranha filosofia de Heidegger onde a pergunta pelo ser supostamente substituiu a pergunta pelo homem. Por outro lado, nos países anglo-saxônicos a antropologia filosófica nunca chegou a estabelecer-se porque ali a filosofia continuou compartimentada em disciplinas tradicionais como a teoria da ação, a teoria da mente, etc. 

Na realidade, a teoria da ação, por exemplo, deveria ser parte integral da pergunta pelo ser do homem. Naturalmente, alguns filósofos anglo-saxônicos, como por exemplo Harry Frankfurt ou Charles Taylor, têm teorias sobre o ser do homem. Eu não tenho dúvidas de que a nossa autoreflexão, não enquanto indivíduos, mas como seres humanos, continua sendo, como já foi em Platão, a temática central da filosofia. A compartimentalização da filosofia (a filosofia sem temática central) é uma traição à própria idéia de filosofia.

Amanhã, publicaremos a 2ª parte do artigo

TUGENDHAT, E. Nietzsche e o Problema da Transcendência Imanente
Texto escrito em português e revisado por Milene Consenso Tonetto, sendo as correções aprovadas pelo autor.

11 novembro 2010

NOTA DE FALECIMENTO


ANA ALICE DANTAS DA COSTA
* 23-03-1926
+ 11-11-2010

NOTA DE FALECIMENTO

A Diretoria da Loja Maçônica Padre Miguelinho cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento da senhora ANA ALICE DANTAS DA COSTA mãe dos Irmãos JOÃO ALBERTO DANTAS DA COSTA e PAULO DE TARSO DANTAS FERNANDES DA COSTA e da cunhada MARIA DELMA DA COSTA DANTAS, e sogra do Irmão ANTÔNIO DE BRITO DANTAS, Soberano de Honra do GOIERN, ocorrido nesta quinta-feira, dia 11 de novembro,  em Natal.
Informa, ainda, que o corpo será velado no Centro de Velório Morada da Paz, em Natal, à Avenida São José, próximo ao Corpo de Bombeiros, até às 2h00 da manhã da sexta-feira, dia 12 de novembro.
Em seguida, será transportado para Caicó onde, às 6h30, será celebrada missa de corpo presente no Santuário do Rosário, e às 9h00 ocorrerá o sepultamento no Cemitério Campo Jorge, bairro de Boa Passagem.
À família enlutada, as condolências da Diretoria e dos Obreiros da Loja Padre Miguelinho, com os votos de que o Grande Arquiteto do Universo a receba de braços abertos no seu Reino de Luz e, nesta hora de extrema dor, proporcione conforto espiritual aos que ficam.

Natal-RN, 11 de novembro de 2010

JOSÉ EVARISTO MEDEIROS ARAÚJO
Venerável Mestre

AGENDA MAÇÔNICA - 11/11/2010

Hoje é dia de Sessão Maçônica nas Oficinas abaixo:

Aug:.Benf:.Loj:.Simb:.Padre Miguelinho nº 03
Fundada em 07/09/1953 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Presidente Bandeira, 326, 1º Andar, Alecrim
CEP 59.040-200 - Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Emídio Fagundes nº 06
Fundada em 13/05/1958 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Antonio Basílio, 3503, Lagoa Nova.
CEP 59.040-200 - Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Fraternidade Assuense nº 11
Fundada em 24/06/1967 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Professor Luiz Antonio, 595, Centro.
CEP 59.650-000 – Assú-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.13 de Setembro nº 13
Fundada em 27/02/1976 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Carloto Távora, 1117, Centro
CEP 59.900-000 - Pau dos Ferros-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.União Jardinense nº 14
Fundada em 18/10/1974 - Rito Escocês Antigo e Aceito 
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Dr. Ruy Mariz, 202, Centro
CEP 59.343-000 - Jardim do Seridó-RN

IVE oferece Pós-Graduação em Filosofia e Fundamentação Maçônica

Estão abertas as inscrições para a Pós-Graduação "Lato Sensu" em Filosofia e Fundamentação Maçônica, que será realizada pelo IVE/Faculdades Integradas de Mato Grosso, por um corpo docente de mestres e doutores. Com duração de 18 meses e uma carga horária total de 450 horas/aulas, a instituição realiza a aula inaugural no dia 26 de novembro a partir das 19h30 na sede da instituição.
Os alunos que não apresentarem diploma de Graduação terão direito ao certificado de aperfeiçoamento/qualificação. Segundo a diretora acadêmica do IVE/Faculdades Integradas, Jussara Germano Pinheiro, a especialização contará com uma área de concentração e quatro linhas de pesquisas. "O aluno deverá optar por uma área de concentração e uma linha de pesquisa para desenvolver seu trabalho no decorrer dos 18 meses de duração do curso. A presente área pretende dialogar a cultura a partir do espaço social e político, com as Lojas e as potencias em busca de uma identidade, com coesão social dos saberes e fazeres maçônicos respeitando as especificidades de cada Loja Maçônica", informou.
O público alvo são maçons das obediências: Sereníssimas Grandes Lojas, Grande Oriente do Estado e Grande Oriente do Brasil. A especialização conta com as seguintes disciplinas: Administração Maçônica - Aspectos Gerais sobre Teologia e Filosofia - Historicidade Maçônica - Métodos de Apresentação de Trabalhos Maçônicos em Loja - Maçonaria Simbólica – Maçonaria Filosófica – Maçonaria e Religião – Ordens Paramaçônicas – Ritos Maçônicos – Métodos e Técnicas Pesquisas – Orientação Estrutural do Artigo Científico e Seminário de Conclusão de Curso.
Perfil da Pós-Graduação
- Possibilitar a ampliação do conhecimento aos maçons que serão formados no curso de Filosofia e Fundamentação Maçônica.
- Aperfeiçoar a criticidade dos participantes da especialização em Fundamentação Maçônica.
- Repensar a prática pedagógica dos maçons em relação às habilidades reflexivas, críticas e formulação de questões relativas a prática da Maçonaria como um todo.
- Instigar a produção científica e a pesquisa na maçonaria, abrangendo a necessidade de dominar os instrumentos utilizados na prática dos conteúdos maçônicos.
- Favorecer as múltiplas formas de aquisição de conhecimento, através da interdisciplinaridade, ou seja, integrar a prática de ensino em Maçonaria ao vários campos do saber.
- Estimular o conhecimento metodológico na produção dos textos científicos e trabalhos apresentados e lojas maçônicas para aumento de salário; desenvolvendo as habilidades da pesquisa interiorizada durante o curso.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3388-8400, pelo site www.ive.edu.br ou no endereço: Av. Arthur Bernardes, nº 525. Bairro Ipase/Jardim Aeroporto. Várzea Grande/MT. CEP: 78125-100.

Hoje na História - 11 de novembro


11/11/1904 - A população do Rio de Janeiro se mobiliza em protesto à vacinação obrigatória contra varíola imposta por Oswaldo Cruz (foto).

11/11/1930 - O Congresso Nacional é dissolvido e todos os estados, exceto Minas Gerais, sofrem intervenção federal.

11/11/1975 - Angola se torna independente de Portugal.

11/11/1931 - O químico norte-americano Frederick Allison anuncia que descobriu o halogênio, 38 º elemento da Tabela Periódica.

11/11/1971 - O Senado norte-americano ratifica um tratado no qual concorda em devolver a ilha de Okinawa ao Japão.

11/11/1951 - Juan Perón é reeleito presidente da Argentina.

11/11/1918 - Rendição da Alemanha marca o fim da Primeira Guerra Mundial na Europa.

11/11/1916 - Governo norte-americano anuncia: 4 milhões de mulheres vão votar nas eleições para presidente dos Estados Unidos.

11/11/1909 - Os Estados Unidos instalam no Havaí a base militar de Pearl Harbor.

10 novembro 2010

Agenda Maçônica - 10 de novembro de 2010

Hoje é dia de Sessão Maçônica na Oficina abaixo:



Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.24 de Junho nº 01
Fundada em 24/06/1873 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua 30 de Setembro, 273 - Centro
CEP 59.610.060 – Mossoró-RN

Hoje na História



10/11/1937 - O presidente Getúlio Vargas (imagem) fecha o Congresso e proclama o Estado Novo.

10/11/1555 - Chega ao Rio de Janeiro uma expedição francesa comandada pelo almirante Nicolau Durand de Villegagnon.

10/11/1625 - Holandeses cedem a cidade de Nova Amsterdã (hoje Nova Iorque) para a Inglaterra.

10/11/1961 - Na União Soviética, a cidade de Stalingrado passa a se chamar Volgogrado.

10/11/1940 - Durante a Segunda Guerra Mundial, forças gregas fazem o Exército italiano recuar para a Albânia.

10/11/1958 - O presidente francês Charles de Gaulle afirma serem legítimos os movimentos de independência nos países africanos.

10/11/1943 - O governo brasileiro lança uma campanha de recrutamento para o combate às forças do Eixo na Segunda Guerra Mundial.

10/11/1928 - Hiroíto é coroado imperador no Japão e passa a governar o país até a sua morte em 1989.

10/11/1990 - Chandra Shekhar, um veterano líder socialista, é o novo primeiro-ministro da Índia.

10/11/1928 - O nome de Júlio Prestes para presidente é vetado pelo estado de Minas Gerais. É o primeiro racha na política do café-com-leite.

10/11/1864 - Maximiliano I, arquiduque da Áustria, torna-se imperador do México.

POEMA

Interrogatório 
Autor desconhecido

Como tal, eu tenho sido.
Com toda sinceridade,
Amado e reconhecido.
 
DE ONDE VINDES AFINAL?
Meu lar tem o nome de um santo,
Do justo é casa ideal
E perfeito o meu recinto.
  
QUE TRAZEIS MEU CARO AMIGO?
A mais perfeita amizade.
Aos que se encontram comigo.
Trago paz, prosperidade.
 
TRAZEIS, TAMBÉM, ALGO MAIS?
Do dono da minha casa,
Três abraços fraternais
Calorosos como brasa.
 
QUE SE FAZ EM VOSSA TERRA?
Para o bem templo colosso;
Para o mal temos a guerra;
Para o vício, calabouço.
 
QUE VINDES ENTÃO FAZER?
Sendo pedra embrutecida
Venho estudar, aprender
Progredir, mudar de vida.
 
QUE QUEREIS DE NÓS, VARÃO?
Um lugar neste recinto,
Pois trago no coração
O amor que por vós sinto.
 
SENTAI-VOS QUERIDO IRMÃO,
NESTA AUGUSTA CASA NOSSA
E SABEIS QUE ESTA MANSÃO
TAMBÉM É MORADA VOSSA.

GUIA PARA O TRABALHO MAÇÔNICO

Trigo, vinho, óleo e sal na 
cerimônia de consagração
Wagner Veneziani Costa


Há vários casos na Bíblia em que todos os quatro “elementos” são mencionados juntos em uma única frase, por exemplo em Esdras, 6:9, “trigo, sal, vinho e óleo...” e novamente em Esdras, 7:22, e em I Esdras, 6:30. Nas nossas cerimônias de consagração da atualidade, esses “elementos” devem a introdução, quase que certamente, ao seu uso nos tempos bíblicos como oblações, oferendas e sacrifícios sem sangue, como no Templo. Trigo, Vinho e Óleo são mencionados em Deuteronômio, 11:14, entre as recompensas para os que seguiam os mandamentos de Deus. Eles também eram considerados as necessidades primárias da vida diária, daí o seu uso entre os hebreus como oferendas de agradecimento e sacrifícios (não animais).
O sal também é relacionado com o sacrifício, mas possui uma variedade de significados simbólicos na Bíblia. O seu uso é determinado em Levítico 2:13.
Salgarás todas as tuas oblações... Porás, pois, sal em todas as tuas ofertas.
Cruden, na sua Concordance, interpreta o Sal, nessa passagem, como um símbolo de amizade, e na Idade Média era costume na Europa e no Oriente Próximo receber visitantes distintos em uma vila ou cidade com Pão e Sal.
Como o Sal ajuda a preservar da corrupção e é imune ao apodrecimento, ele tornou-se símbolo da incorruptibilidade. Brewer, Dict. of Phrase and Fable, chama-o de símbolo da perpetuidade e essa associação do Sal com a ideia de permanência aparece frequentemente na Bíblia:
“Esta é uma aliança de sal, que vale perpetuamente diante do Senhor...” (Números 18:19).
Rashi, um dos maiores comentaristas hebraicos, disse o seguinte dessa passagem:
“Assim como o sal nunca apodrece, a aliança de Deus... irá perdurar”.
Em um tema mais próximo à Maçonaria,
“O Deus de Israel deu para sempre o reino... para Davi por uma aliança de sal” (2 Crônicas 13:5)
Aqui, mais uma vez, a ideia da permanência é enfatizada e esse é, sem dúvida, um dos principais motivos para o uso do Sal nas nossas cerimônias de consagração maçônica. Pelo que sei, o tema da preservação e permanência não costuma ser mencionado pelo Oficial Consagrador, mas em alguns dos numerosos memoriais de Consagração na nossa biblioteca, o verso cantado, antes que o Sal seja usado na cerimônia, é o seguinte:

Derramamos sal sobre nosso labor,
Divisa de Teu poder conservador,
Em Tua presença oramos, Senhor,
De nosso templo sede o protetor

Pode ser interessante reproduzir as explicações simbólicas dos elementos, como foram fornecidas na cerimônia de Consagração inglesa.

Trigo: símbolo da Abundância.
Vinho: símbolo da Felicidade e Alegria.
Óleo: símbolo da Paz e Unanimidade.
Sal: símbolo da Fidelidade e Amizade.

O simbolismo Maçônico para os elementos parece ter variado consideravelmente em diferentes épocas e locais. C. C. Hunt, na sua obra Masonic Symbolism (Iowa, 1939, pp. 100, 101), cita o relato de uma cerimônia de pedra fundamental na década de 1920, na qual o Grão-Mestre Provincial de Nottinghamshire oficiou, naquela ocasião, o Óleo como “emblema da caridade”, e o Sal, “emblema da hospitalidade e da amizade”. O mesmo escritor nota os poderes curativos e purificadores do Sal, citando II Reis, 2:20-21, em que Eliseu com um vaso de Sal “sanou as águas”. Outra referência similar em Êxodo, 30:35, “Farás com tudo isso um perfume... temperado com sal, puro e santo”.
O uso do Sal na Consagração de Lojas Maçônicas parece ser introdução moderna, provavelmente posterior a 1850. No fim da década de 1780, as descrições feitas por Preston das Cerimônias de Dedicação mencionam Trigo, Vinho e Óleo, mas nunca Sal. Além disso, o Irmão T. O. Haunch, Bibliotecário da Grande Loja, verificou um certo número de descrições das cerimônias Maçônicas de Consagração e Dedicação até a década de 1840. Nenhuma delas menciona o Sal, parecendo impossível dizer com certeza quando esse “elemento” foi introduzido. Incidentalmente, a cerimônia de Consagração praticada na Grande Loja da Escócia usa Trigo, Vinho e Óleo, mas não há menção ao Sal.

Bibliografia
Ofício do Maçom – Guia Definitivo para o Trabalho Maçônico – Harry Carr – Madras Editora, 2007

09 novembro 2010

AGENDA MAÇÔNICA - Terça-feira, 09/11/2010

Hoje é dia de Sessão Maçônica nas Oficinas abaixo:



Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.27 de Dezembro nº 04
Fundada em 08/09/1954 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua São José,306 - Centro - Cx. Postal 27
CEP 59.500-000 - Macau-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Coronel Fausto nº 05
Fundada em 19/03/1957 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Maria Lúcia de Góis, 26, IPE
CEP 59.655-000 - Areia Branca-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Bartolomeu Fagundes nº 08
Fundada em 05/08/1964 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Alexandrino de Alencar, 1247 - Tirol
CEP 59.022-350 - Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Hegésippo Reis de Oliveira nº 10
Fundada em 12/08/1967 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Presidente Quaresma, 1119 - Lagoa Seca
CEP 59.030-100 - Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Bet-El nº 12
Fundada em 19/11/1970 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Edmar Francisco Pereira, s/n, Aeroporto
CEP 59.607-240 – Mossoró-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.União do Agreste nº 15
Fundada em 24/06/1977 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua 1º de Maio, s/n
CEP 59.215-000 - Nova Cruz-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Cirilo Santos nº 16
Fundada em 05/08/1980 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Daniel Gomes de Oliveira, 44
CEP 59.360-000 – Parelhas-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Vale do Apodi nº 17
Fundada em 16/10/1980 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 19h30
Endereço: Rua Albanisa Barbosa, nº 100, Conj. IPE, BR 405, Km 75
CEP 59.700-000 - Apodi-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.União e Vitória nº 20
Fundada em 16/12/1986 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: CEP 59.150-000 – Parnamirim-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Princesa dos Canaviais nº 22
Fundada em 15/09/1987 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Santa Terezinha, 80, Conj. Luiz Lopes Varela
CEP 59.570-000 - Ceará-Mirim-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Sol Nascente nº 24
Fundada em 28/01/2000 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Maracanã, 7933, Cidade Satélite
CEP 59.067-280 – Natal-RN