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09 novembro 2010

Hoje na História



09/11/1989 - Cai o Muro de Berlim (foto), que separava a Alemanha em dois países: Ocidental e Oriental.
09/11/1990 - O presidente soviético Mikhail Gorbachev assina um tratado de não-agressão com a Alemanha.
09/11/1972 - É criada pelo Governo Federal a Telebrás. A empresa passa a controlar a operação e a expansão de todo sistema telefônico nacional.
09/11/1968 - A rainha inglesa, Elizabete II, inaugura no Rio de Janeiro a construção da ponte Rio-Niterói.
09/11/1965 - Uma pane elétrica deixa milhões de pessoas nos Estados Unidos e do Canadá sem luz.
09/11/1965 - Ferdinando Marcos se torna presidente das Filipinas.
09/11/1955 - Café Filho se afasta da Presidência e o presidente da Câmara, Carlos Luz, assume o poder.
09/11/1948 - Na China, os comunistas rompem a fronteira da Grande Muralha e avançam sobre as principais cidades do país.
09/11/1938 - Ocorre na Alemanha a "noite dos cristais quebrados", em que nazistas atacam a população judaica, matando vários e queimando sinagogas.
09/11/1918 - Guilherme II, imperador alemão, se exila na Holanda e a Alemanha é proclamada uma república.
09/11/1889 - No Rio de Janeiro, é realizada no Clube Militar uma reunião republicana para a derrubada da monarquia e pela instauração da república.
09/11/1889 - É realizado o Baile da ilha Fiscal, a última vez que D. Pedro II apresentou-se investido das honras de imperador.
09/11/1872 - Um fogo destrói quase 1000 prédios na cidade norte-americana de Boston.
09/11/1799 - Napoleão Bonaparte chega ao poder na França através de um golpe de Estado.

Filosofia - História - Maçonaria - Simbologia


A Cultura Maçônica
Charles Evaldo Boller

O universo material foi criado pelo Grande Arquiteto do Universo a partir do átomo, do quase nada, de uma maneira magistral, assombrosa e até aterradora. Sua arquitetura fundamenta-se numa diversificação tão rica, que leva o entendimento humano à confusão ao ser confrontado com o caos desta aparente desordem. Num esforço de ordenar a sua perturbação, a criatura humana passa a estabelecer referenciais, criar padrões, de tempo, medida, sensibilidade e probabilidade. O resultado deste trabalho o faz movimentar-se no universo, modificar e transformar a obra original, gerando com isto o conhecimento, criados a partir de pensamentos, modelos e referenciais; pois nenhuma verdade lhe é revelada de imediato. É apenas com o acumulo de conhecimentos, pelo uso da razão, da intuição, dos relacionamentos e do discurso que a realidade é entendida. Na intuição intelectual, o critério é a evidência. É aquela ideia clara que se impõem por si só à mente. Na intuição pragmática, é exigido o aporte de um resultado prático. A intuição lógica exige coerência. Em tudo se busca equilibrar razão e intuição, vivência e teoria, concreto e abstrato. E para atingir a certeza da verdade, submete-se o pensamento ao ceticismo, fundamentado na dúvida, na observação e na consideração, ou ao dogmatismo, alicerçado em princípio ou doutrina. A ideia na teoria do conhecimento segue a linha do racionalismo, que tudo submete à razão; ao empirismo, que considera a ideia derivada da experiência sensorial; e do criticismo que tenta equilibrar o racionalismo e o empirismo. Em resumo: alguém é levado a divulgar uma ideia de forma positiva e afirmativa a qual se denomina tese. Outra pessoa interpela este pensamento, o absorve e critica, com base em seu próprio referencial, e faz nova proposta, gera uma segunda ideia, a antítese. Juntando estas duas ideias de forma conciliadora e compositiva gera-se um terceiro pensamento, que é diferente dos dois que lhe deram origem, obtendo-se a síntese. Se o processo for repetido diversas vezes, gera-se um infinito número de ciclos de teses, antíteses e sínteses, que no fluxo do tempo geraram todo o conhecimento que existe.

Longe da confusão para entender as modernas teorias da complexidade, o antigo egípcio desenvolveu o método de transmitir conhecimento através da figura. Baseado na visualização do concreto, o observador desperta para o aprendizado intuitivo intelectual. Mesmo que o aprendiz seja de pouco ou nenhum preparo acadêmico, ele é conduzido a um elevado grau de entendimento abstrato, em tema até complexo, que faz despertar sua intuição sensível, intelectual e inventiva. Os pedagogos conhecem bem a técnica de transmitir conhecimento por associar a ideia a uma imagem real, pois auxilia na compreensão e na memorização, e ao transmitir a informação assim, ela se atualiza automaticamente, haja vista que fica alicerçada na evolução geral de cada geração que a interpreta. Mesmo que a interpretação mude, o símbolo nunca muda, a ideia original, a sua representação gráfica, o invólucro da ideia, acaba preservado ao longo do tempo. E como a evolução do homem ocorre em diversos segmentos, qualquer mudança afeta a maneira de como um símbolo é interpretado. Esta é a importância de nunca alterar ou modificar um símbolo na Maçonaria; por exemplo, trocar a espada do guarda do templo, símbolo da honra, por um fuzil AR-15; seria uma aberração. É a razão de a Maçonaria manter-se sempre atual; mesmo sujeita ao vento da mudança, ela está sempre atualizada porque seus símbolos são mantidos inalterados, mas suas ideias não. E por estranho que num primeiro instante pareça, mesmo que considerada tradicionalista e conservadora, ela é progressista. Tudo está condicionado ao fato de sua simbologia a tornar insensível ao impacto da dinâmica social, tornando-a elegível a projetar-se num futuro bem distante, porque sua simbologia é a mesma, mas a sua interpretação é dinâmica no tempo e adapta-se à herança cultural de cada indivíduo e de cada segmento da história. Convém observar que entre dois símbolos usados pode estar um século e até um milênio de transformação e adaptação histórica, bem como grande espaço geográfico. E de nada adianta tentar alcançar sua origem porque a transformação do pensamento conectada com um símbolo muda permanentemente, a cada instante, de pessoa para pessoa, de cultura para cultura.

Assim como o átomo, a oficina maçônica que para no tempo fica vazia. Se for dinâmica e operosa, reflete a luz do conhecimento e melhora pessoas de valor com sua metodologia baseada em símbolos. A Maçonaria é uma escola de autoconhecimento que promove desenvolvimento moral, ético, e desenvolve qualidades sociais e espirituais. É instituição que tem por objetivo tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e à religião. Sua alegoria ensinada por símbolos leva o estudante diligente a desenvolver e a elevar a consciência de seu dever na sociedade e na família, constituindo a base da cultura que enriquece sua mente. Está assim equipado para conquistar respeito e admiração do meio social em que está inserido, onde sua ação positiva o faz progredir em sentido financeiro, político, moral, emocional, material, espiritual, em todos os seus valores - o homem se humaniza. E este conhecimento o aperfeiçoa e motiva a tomar seu lugar na sociedade humana para transformá-la em resultado de seu trabalho. Seu preparo diligente o afasta da aviltante ignorância que tanto prejudica a sociedade. Assim equipado, equilibrado, devotado, generoso, livre, igual, praticando a virtude, reprimindo o vício, auxiliando seu irmão, a quem está ligado por laços de amor fraternal, contribuirá para a humanidade se tornar mais pacífica, manterá o povo emancipado e progredirá em todos os sentidos. O amor fraternal é a única possibilidade de solução de todos os problemas da humanidade de forma cabal e é o alicerce da Sublime Instituição.

A Maçonaria não gerou sua própria simbologia e neste sentido tem muito pouco de autêntica. A maioria dos símbolos que usa é copiada, absorvida de outras culturas, de outras linhas de pensamentos e influências. Observado de uma ótica isenta de mitos e ficções, quando se afirma ser ela originária dos tempos em que se construiu o templo em Jerusalém, isto não é verdade! Tudo não passa de lenda para abrilhantar sua mensagem composta de alegorias e símbolos. Entretanto, na dinâmica do tempo, esta alegoria veio a se estabelecer como verdade indiscutível, dogmática, e sabe-se que, por princípio, a ordem maçônica não tem dogmas. É na sua flexibilidade que se baseia sua riqueza cultural. Se não for elástica, tolerante, com certeza quebra, entra em colapso. Ela não é formada por um grupo social que vive isolado, ou que defende dogmas autônomos; ela é resultado da massa da sociedade como um todo, daí sua capacidade de penetração. E ao ser tolerante, admite toda linha de pensamento que venha ao encontro da construção de homens que submetem sua cognição e emoção à sua espiritualidade. Mesmo que todos os símbolos por ela usados para interpretar o universo sejam originários de outras culturas, estes foram introduzidos intencionalmente, com o objetivo de torná-la ágil, elegante e adaptável na linha do tempo.

Podem-se citar algumas fontes principais de onde foi importada a sua cultura:

A Alquimia, com seu caráter altamente místico, gerou farta simbologia da qual a Maçonaria se apropriou. Mas a melhor herança que a ordem obteve desta ultrapassada ciência foi o cultivo do amor fraterno, o "ouro potável" que nada mais é que um coração que extravasa "amor". Foi ciência dedicada principalmente a descobrir uma substância que transmutaria os metais mais comuns em ouro e prata, e a encontrar um meio de prolongar indefinidamente a vida humana. Foi a predecessora da química.

A Arquitetura na Maçonaria é a sua arte básica e a grande preocupação da ordem é a construção do homem completo em todas as suas dimensões: física, emocional e espiritual. Por simbolizar o trabalho planejado, a semelhança de aperfeiçoar o homem através de um trabalho constante e digno, usa a energia do grupo para gerar homens mais fortes e corretos. Na construção destes homens melhorados sempre há algo para fazer, refazer, realizar e aperfeiçoar, tudo no encontro de sua própria felicidade. Fica evidente que na criação do homem completo e livre tudo depende do esforço individual. Esta arte é o resultado do trabalho do arquiteto e mesmo a construção do universo, da Terra, visões e sonhos possuem projetos e definições baseadas na arquitetura.

Na Maçonaria o único uso atual que se faz da Astrologia, a ciência dos astros, a antiga astronomia, é nas manifestações artísticas das abóbadas celestes pintadas nos templos, onde aparecem constelações de estrelas, o sol e a lua, para relaxar a mente e influenciar aos maçons reunidos em seus trabalhos. Significa também que o templo não tem teto, onde, para o Grande Arquiteto do Universo tudo é revelado.

A Maçonaria tentou incluir o conhecimento esotérico hebreu da Caballah em seu meio, porém, sem sucesso. É o ensino judaico da tradição de Jeová. Seria o princípio de toda expressão religiosa, porém, esta apenas serve para alguém que conheça a língua hebraica onde existe uma relação numérica entre o som de cada letra do alfabeto e um número. Para os acidentais existe a Numerologia que pretende fazer algo parecido. Apenas um número reduzido de maçons estudiosos e eruditos dedica-se ao seu estudo, procurando explicar ou dar sustentação mística a procedimentos litúrgicos dos diversos ritos.

O Cristianismo está filosoficamente ligado a alguns ritos da Maçonaria. No Rito Escocês Antigo e Aceito existem graus que remetem aos textos da bíblia judaico-cristã. Não existe rito que não promova o desenvolvimento de espiritualidade; não existe rito de ateus. A absoluta maioria dos ritos é deísta. Existem ritos que se negam em utilizar quaisquer livros da lei de qualquer tipo de religião; não que estes ritos estejam destituídos de formação da espiritualidade, antes, é em respeito às miríades de religiões existentes que não se usa livro da lei de uma religião específica. Adicionalmente, não se discute a essência, aparência, ou manifestação de um deus; tal debate resulta vazio e instiga separações entre os homens; parte-se do princípio de que tal criatura, ou manifestação, é muito elevada para ser discutida ou analisada. Criou-se o conceito de Grande Arquiteto do Universo, ao qual cada maçom aplica sua própria concepção de divindade sem proselitismo, sem impor sua crença aos demais. Isto permite a convivência pacífica de homens das mais diversas confissões religiosas conviverem debaixo de um mesmo teto sem se agredirem.

O Egito contribuiu com sua mitologia e religião com farta simbologia para a Maçonaria, sendo também o berço das primeiras sociedades iniciáticas.

A Geometria é a ciência que provê boa parte de todo o simbolismo da Maçonaria, associada à Arquitetura, arte principal da Ordem. Parte da interpretação dos símbolos geométricos está ligada à Escola Pitagórica, numerologia, alquimia e mestres construtores da idade média. O Grande Arquiteto do Universo é considerado o Grande Geômetra.

Maçonicamente, o Hermetismo é apenas uma referencia histórica à tradição primitiva dos alquimistas. Relaciona-se ao estudo dos arcanos, vulgarmente conhecidos como as lâminas do Tarô, onde está simbolizada toda a cosmogênese e antropogênese da antiguidade. O Hermetismo foi uma "doutrina" esotérica baseada na revelação mística da ciência, ligada Hermes Trismegistos, antigo iniciado do Egito.

Mesmo sem relação com a Maçonaria, o Hinduísmo influi nela com a manifestação da cultura hindu através da filosofia brâmane e vedanta.

As lendas Maçônicas estão alicerçadas nas escrituras da bíblia judaico-cristã e partes dos seus rituais estão ligadas aos princípios religiosos judaicos. O Judaísmo é base do desenvolvimento da religião cristã, e berço da Maçonaria. As escrituras gregas, ou cristãs, estão profundamente ligadas às escrituras hebraicas e à Tora. A Caballah tem como pré-requisito o entendimento da Torá judaica.

Na Maçonaria a Numerologia é estudada nos rituais. É a ciência que define o valor dos números. Avalia o número em seu aspecto qualitativo, mágico e filosófico. Pitágoras foi sua maior expressão e é básica na aritmética e na Caballah.

Uma fraternidade às vezes confundida com a Maçonaria é o rosacrucianismo. Até possui relação com ela, pois o Martinismo é a pratica da Maçonaria nos moldes daquela organização. O que existe é a cultura Rosa Cruz assimilada em alguns dos princípios esotéricos. É uma ordem secreta e esotérica oriunda do intuito de cristianização dos mistérios egípcios. Grande parte dos símbolos usados pela ordem maçônica é oriunda desta vertente. No Rito Escocês Antigo e Aceito existem graus que manifestam claramente esta influência.

A mais poderosa ordem em sentido militar, intelectual, religioso e econômico do século XII foi a dos Templários. Sua finalidade foi a de proteger os peregrinos que se dirigiam ao santo sepulcro. A Maçonaria incorporou grande parte da cultura, e enriqueceu a sua filosofia a partir das heranças culturais deixadas pelos Cavalheiros. Existem especulações que seriam os remanescentes desta ordem a raiz da Maçonaria.

Existem também teorias de que algumas das tradições maçônicas sejam originárias do Zoroastrismo, uma religião, resultado da designação de todos os sucessores de Zaratustra, o grande legislador persa e seu fundador.

Adicionalmente, podem-se listar as seguintes influências na cultura da Maçonaria: Agnosticismo, Antropologia, Aritmética, Arqueologia, Astronomia, Biologia, Chakras, Escultura, Filosofia, Geografia, Gramática, Lógica, Logosofia, Matemática, Mitologia, Música, Ontologia, Pintura, Poesia, Retórica, Sociologia, Teologia, Teosofia, Vedas, e outras.

Muitas são as influências na cultura maçônica, e mesmo tendo acesso a tudo isto, é necessário que ao imergir nesta cultura tão diversa, cada maçom se torne bom, sábio e virtuoso, e para isto, cultura sozinha não é suficiente. É necessário que o homem seja moldado internamente; que se humanize. E isto ele deve desejar ardentemente, deve ser seu principal alvo, senão toda esta cultura é inútil, uma frustrante tentativa de alcançar o vento na corrida. A Maçonaria utiliza-se desta profusa herança multicultural para propiciar ao homem a possibilidade de desenvolver autoconhecimento, o conhece-te a ti mesmo socrático. Ser bom até pode ser característica da própria pessoa, ser virtuoso é o resultado de uma disciplina enérgica, mas a sabedoria, esta exige, além de cultura e conhecimento, colocar em prática tudo o que aprende de forma inteligente e racional para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.

Fontes
BOUCHER, Jules, A Simbólica Maçônica, Segundo as Regras da Simbólica Esotérica e Tradicional, título original: La Symbolique Maçonnique, tradução: Frederico Ozanam Pessoa de Barros, ISBN 85-315-0625-5, primeira edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 400 páginas, São Paulo, 1979;
CAMINO, Rizzardo da, Dicionário Maçônico, ISBN 85-7374-251-8, primeira edição, Madras Editora Ltda., 413 páginas, São Paulo, 2001;
FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, Seus Mistérios, seus Ritos, sua Filosofia, sua História, quarta edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 550 páginas, São Paulo, 1989;
PUSCH, Jaime, ABC do Aprendiz, segunda edição, 146 páginas, Tubarão Santa Catarina, 1982.

08 novembro 2010

Agenda Maçônica - 8 de novembro de 2010

Hoje é dia de Sessão Maçônica nas Oficinas abaixo:

Aug:.Gr:.Ben:. e Gr:.Benf:.Loj:.Simb:.Filhos da Fé nº 02
Fundada em 23/10/1899 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Santo Antonio, 736, Cidade Alta, Cx. Postal 181
CEP: 59.025-520 – Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.João da Escóssia nº 09
Fundada em 15/05/1967 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Felipe Camarão, 23, Doze Anos
CEP 59.600-100 – Mossoró-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Fraternidade de Ponta Negra nº 19
Fundada em 11/10/1985 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Av. Praia de Muriú, 260 - Ponta Negra
CEP 59.092-390 – Natal-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Padre Soveral nº 21
Fundada em 19/07/1987 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Padre Manoel Januário, 127
CEP 59.190-000 – Canguaretama-RN

Aug:.Resp:.Loj:.Simb:.Frank Shermann Land nº 27
Fundada em 20/08/1998 - Rito Escocês Antigo e Aceito
Sessões às 20h00
Endereço: Rua Dr. José Américo, S/N - Jardim Satélite
CEP 59.300-000 - Caicó-RN

Vaidade, ah! Vaidades

Vaidade, ah! Vaidades
Ir:. Gustavo Rocha

O que seria da vaidade se não fosse quem a cultiva?
Já pensaste nisto?
E nas consequências da vaidade?
Temos inúmeros exemplos no universo empresarial da vaidade.
São gerentes querendo pisotear funcionários, sócios mal educados e ríspidos, pessoas promovidas pela beleza física e por aí vai.
Tudo vaidade.
Tudo porque o ser humano que assim vive ainda está incompleto na sua essência.
Tudo porque o ser humano que assim procede está sendo decadente em sua existência.
Diz que vaidade no Hebraico significa sopro/vapor que se dissipa no ar.
Nada mais justo, não é?
A vaidade é algo que sequer tem possibilidade de existir por muito tempo, é como o sopro que vai para o ar, com suas partículas gasosas desalinhadas e sem força de coesão entre si, ou seja, se esvai pela falta de conteúdo e energia.
Como identificamos a vaidade no universo empresarial?
Modificando a pergunta acima: se procuras a vaidade, encontra-la-á no individuo.
Vaidade é pessoal, não é coletivo.
Por óbvio, não discorro aqui sobre a vaidade no âmbito de autoestima do ser humano, onde ser vaidoso, bem arrumado, asseado e cortês é tudo de bom para si e para os outros.
Aqui, estamos abordando a vaidade com deficiência de maturidade emocional.
A vaidade que as pessoas tem, usam e quando estão com poder na mão, sai de baixo! Querem apenas viver neste sopro de pseudo poder.
Identificar este tipo de vaidade nas pessoas que convivemos parece simples, mas não é.
Aqueles que usam a vaidade como arma, são sorrateiros, fazem sem muito alarde e somente são cruéis quando lhes convém.
Os vaidosos comuns identificamos com um olhar ou 5 minutos de conversa.
Assim como na imagem deste post, o vaidoso pensa que é rei, mas está acorrentado ao espelho que justifica sua falta de valores interiores.
Você pensa e analisa seus valores? Sua forma de pensar?
Ou apenas defende sua opinião da mesma forma porque sempre foi assim?
Permita-se ser diferente.
Permita-se pensar e criticar seus próprios procedimentos.
Permita-se viver conforme novas regras e percepções.
Somente sua própria análise poderá conceber se a sua vida é um espelho ou a realidade plena.
E o que fazer com os que são vaidosos e não sabem/querem mudar?
Duas atitudes, ao meu ver.
Uma ser tolerante.
Outra, ser verdadeiro com a pessoa.
Ser tolerante não significa ser conivente.
Ser tolerante significa agir conforme a sua própria consciência e não deixar que a vaidade de outra pessoa seja um problema para a sua pessoa. Lembre-se que somente posso me deixar incomodar por situações alheias a mim mesmo, se eu permitir.
Seja dono do seu templo interior.
Seja tolerante.
Igualmente, devemos ser verdadeiros e sinceros.
Não precisamos ser rudes e sair dizendo isto ou aquilo.
Usando a tolerância, demonstramos em atitudes de tolerar, reagir com parcimônia, dizer com tranquilidade e expor pontos de vista que a pessoa está sendo intransigente, egoísta e, portanto, vaidosa.
Nada adianta nos preocuparmos com planejamento, orçamento, tecnologia, gestão e tudo mais, se as pessoas, a principal força motriz da empresa, estiverem avariadas.
Cuide do seu plantel de seres humanos ativos em produção e energia dentro da sua corporação. 
O sucesso vem justamente destas atitudes proativas.

Sec:. da A:.R:. L:.S:. Caldas Júnior - GORGS - REAA - Oriente de Porto Alegre-RS
Sec:. da A:.R:.L:.S:. Estrela de Davi - GORGS - Rito York - Oriente de Porto Alegre-RS

Hoje na História


08/11/1934 - Morre no Rio de Janeiro o cientista Carlos Chagas (foto), médico e sanitarista que descobriu o protozoário causador da Doença de Chagas.

08/11/1994 - É instalado em Haia, na Holanda, um tribunal internacional para julgar crimes de guerra ocorridos na antiga Iugoslávia.

08/11/1969 - Implantação do Sistema de Discagem Direta à Distância (DDD) entre Porto Alegre e São Paulo.

08/11/1950 - John F. Kennedy, Senador do estado de Massachusetts pelo partido Democrata é eleito presidente dos Estados Unidos.

08/11/1949 - O Camboja obtém a sua independência.

08/11/1942 - Governo da França Vichy, aliado da Alemanha nazista, rompe relações diplomáticas com os Estados Unidos.

08/11/1939 - Adolf Hitler sobrevive a um atentado em Munique.

08/11/1905 - Soldados da Fortaleza de Santa Cruz, no Rio, se rebelam contra os maus-tratos e matam um major, um tenente e um sargento.

08/11/1895 - É descoberto acidentalmente que raios X servem como ferramenta vital no diagnóstico e tratamento de doenças.

08/11/1817 - O Brasil devolve a Guiana à França.

08/11/1799 - Executados quatro líderes da "conjuração baiana" que pregavam o fim do absolutismo no País.

08/11/1793 - É inaugurado em Paris o Museu do Louvre. O edifício do museu era uma antiga fortaleza erguida século XIII.

07 novembro 2010

LUTO NA ORDEM

Morre Moacir Murício Dantas, da 
A:.R:.L:.S:. Trabalho e Fraternidade

Morreu ontem à noite em Serra Negra do Norte o Irmão Moacir Maurício Dantas, técnico de manutenção de rádio e funcionário aposentado da Rádio Rural AM de Caicó.

Ontem ele viajou a Serra Negra do Norte para participar de uma solenidade maçônica. 

Ele era membro ativo e regular da Loja Maçônica Trabalho e Fraternidade.

Moacir sofria de diabetes e teve um ataque cardíaco fulminante em plena sessão. 

Amanhã, às 7h00, haverá missa de corpo presente na Igreja Matriz de São José, no bairro Paraíba, e, em seguida, o seu corpo será sepultado no cemitério São Vicente de Paulo.

Natural de Cruzeta, Moacir era um dos mais antigos funcionários da Rádio Rural de Caicó, onde trabalhou desde a fundação da emissora em 1963. 

Mesmo aposentado ele continuava prestando serviço voluntário a Rádio Rural.

LEITURA DE DOMINGO - 1ª PARTE


A Câmara de Reflexões

A Câmara de Reflexões é a verdadeira chave da iniciação do neófito na Ordem Maçônica, tendo ela uma enorme importância para o Maçom futuramente, pois é justamente nesse momento que o neófito reflete sobre toda a sua vida profana e como deverá segui-la após adentrar na Maçonaria.
Em se tratando realmente do verdadeiro ponto crítico da iniciação, espera-se inspirar ao candidato, dentro da Câmara de Reflexões, sentimentos de profundo respeito que hão de levá-lo a entregar-se a uma meditação profunda, através da qual o seu espírito purificado será levado a compreender o valor das coisas terrenas e o valor inestimável dos bens espirituais. Sem essa meditação em lugar tão apropriado, a verdadeira iniciação torna-se irrealizável.
Encontramos também um ambiente sombrio, adornado de emblemas fúnebres, destacando frases marcantes, no qual o profano faz o seu testamento, a fim de lembrar ao Candidato a sua morte para o mundo profano e que, purificado e regenerado, deverá começar uma nova vida. Esse cenário decifra para muitos profanos, como também para numerosos Maçons, que a Câmara de Reflexões pode ter o objetivo de amedrontar o iniciante, provocando nele terror físico, disso resultando, muitas vezes, situações constrangedoras e não iniciáticas. Esta situação se agrava ainda mais quando o profano não é devidamente instruído pelo Ir:. Experto.
No entanto, devemos nos apegar ao fato da Câmara de Reflexões possuir toda essa carregada simbologia, mas no intuito de despertar a reflexão profunda ao profano.
Ao entrar no prédio da loja, com os olhos vendados, o candidato é recolhido à Câmara, e essa simbologia corresponde a Terra, a qual, por sua vez, representa a materialidade.
Os fundamentos
A Câmara de Reflexões é também o símbolo manifesto de um estado de conseqüência equivalente, mas seu simbolismo não para aí. É considerada como uma descida aos infernos, ou seja, aos lugares inferiores, visto que, na Câmara de Reflexões o neófito é obrigado a descer em si mesmo, entregando-se a uma introspecção muito importante. 
Trata-se, portanto de um recuo, de um retrocesso ou reflexão em si mesmo. Isso levou o simbolista francês Presigout a preferir dar a esse local a denominação de Câmara de Reflexão, porque, diz ele, o profano não se entrega a reflexões, mas opera sobre si mesmo uma reflexão, no sentido de “inversão”, para poder nascer de novo.
E de fato, ao fazer passar o profano pela Câmara de Reflexão, espera-se que o isolamento que ele vai se encontrar, a atmosfera que nela existe e os objetos que nela se encontram, hão de concorrer para levá-lo a novas descobertas e a proporcionar-lhe ensinamentos novos. Isso, sem dúvida, há de ajudá-lo a realizar esse recuo sobre si mesmo, assim como um corpo muda de direção depois de chocar-se com outro.
O choque de espírito contra a superfície refletora da Câmara há de levá-lo a examinar as suas idéias, a compará-las e, desse processo, há de resultar certamente um pensamento novo.
Existe também a idéia de que esse simbolismo significa a posição de feto no ventre e constitui o tempo da gestação que precede o novo nascimento. Esse ventre é comparado à Câmara de reflexão, aonde o embrião se desenvolve. E pelo aspecto fúnebre entende-se como o significado da morte do neófito na vida profana. 
Pode-se entender, ainda, o aspecto de uma gruta ou de uma caverna sombria, por simbolizar o centro da Terra, o seio da natureza material, de onde vimos e para onde voltaremos, com o nosso físico dissolvido e transformado em pó, o que é lembrado ao iniciante pelos despojos humanos nela contidos.
Por seu isolamento e suas paredes negras, a Câmara de reflexões representa um período de escuridão e maturação silenciosa da alma, por meio da meditação e da concentração em si mesmo, período que prepara o verdadeiro progresso, efetivo e consciente, que se manifestará posteriormente à luz do dia.
A finalidade da Câmara de reflexões não é infundir terror físico aos iniciantes, como infelizmente ainda alguns supõem. Ao contrário, pretende-se criar um estado de espírito indispensável à compreensão dos ensinamentos decorrentes do simbolismo e do esoterismo da Iniciação Maçônica. A incompreensão dos elevados objetivos da Iniciação por parte de muitos iniciadores faz, muitas vezes, abortar essa necessária predisposição espiritual.
Ao fazer passar pela Câmara de reflexões o profano, pretende-se mostrar que tinha chegado o momento de morrer para o vicio, as paixões, os preconceitos e os maus costumes; para fazer-lhe compreender que diante da morte desaparecem o orgulho e a ambição humana, e que de nada valem o poder e as riquezas do mundo.
A permanência do iniciante na Câmara de reflexões representa o período de gestação do Maçom, pois, ao morrer para o mundo profano, ele prepara a sua mente e o seu espírito para o nascimento de uma nova vida.
É necessário que se conceda ao profano tempo suficiente para meditação frente aos símbolos que se encontram na Câmara de reflexões, tendo-se o cuidado para que nada venha perturbá-lo durante aquele período. Deve-se evitar a todo custo fazer entrar dois profanos ao mesmo tempo na Câmara, sob o pretexto anti iniciático de se ganhar tempo. Os profanos devem ser convidados a comparecerem com antecedência suficiente para que cada um possa permanecer pelo menos meia hora dentro da Câmara.
Descrição da Câmara
É um cubículo que não deve receber luz do exterior, sendo iluminada apenas por uma vela ou uma lamparina. As paredes, forradas e pintadas de preto, ostentam várias inscrições e emblemas fúnebres formando um conjunto. Em seu interior encontram-se uma mesa e um banco pequenos, um esqueleto humano ou um crânio e ossos, enxofre, e outra sal e mercúrio, um pedaço de pão, uma bilha d’água, uma campainha, papel e caneta.
Muitas Lojas mais modestas, porém mais interessadas no estudo da doutrina e do simbolismo maçônicos, representam tais objetos sobre um simples painel. Sobre ele acham-se pintados vários emblemas: no alto, a palavra V.I.T.R.I.O.L. (Visita Interiora Terrae, Retificandoque, Invenies Occultum Lapidem), que significa: “Visita o interior da terra e, retificando, encontrarás a Pedra Oculta”. Logo abaixo, um galo, uma bandeirola, na qual estão inscritas as palavras Vigilância e Perseverança. No meio do quadro vêem-se uma ampulheta, uma foice, um crânio com duas tíbias cruzadas. De cada lado, duas taças com os símbolos do enxofre e do sal marinho. O do enxofre é um triângulo com vértice para cima e uma pequena cruz grega embaixo; o do sal é um circulo atravessado por uma diagonal horizontal. O galo representa o Mercúrio e estarão pintados, por baixo de duas taças, de um lado a bilha d’água e, do outro, o pão. 
As citações
Sobre as paredes da Câmara de Reflexões há inscrições, descritas abaixo, com a finalidade de levar o profano a encarar o ato a que vai ser submetido, com a honestidade a que deve fazer jus.
SE A CURIOSIDADE AQUI TE CONDUZ, RETIRA-TE - A Maçonaria não pode servir de campo experimental para satisfação de uma simples curiosidade. Inteiramente dedicada ao estudo de problemas fundamentais e de grandes ensinamentos, todo elemento possuído por uma simples curiosidade, longe de lhe ser útil, seria um perigo. Sendo manifesto o desejo da Maçonaria de participar ao mundo a sua utilidade por meio de sábios e discretos ensinamentos e por elevados exemplos, ela reprime a louca afeição ao superficial, ao fútil, engrandecendo no homem o desejo de instruir-se através de estudos sadios, sérios e proveitosos.
SE TENS RECEIO DE QUE SE DESCUBRAM OS TEUS DEFEITOS, NÃO ESTARÁS BEM ENTRE NÓS - O ensinamento que essa frase encerra é fundamentalmente proveitoso. O homem não pode alcançar um grau de elevada perfeição, senão pelo constante estudo de si mesmo e com o conhecimento mais amplo de seus próprios defeitos, e, dessa forma, a Maçonaria exige de seus adeptos uma recíproca advertência sobre si mesmos. O Maçom, para seguir o seu caminho de constante aprendizado, precisa transparecer, sem receios, todos os seus defeitos, por mais amargo que isso venha a ser, pois é através desta exteriorização que se pode lapidar a verdadeira pedra bruta. 
SE FORES DISSIMULADO, SERÁS DESCOBERTO - A hipocrisia é uma das causas principais que fazem progredir o mal no mundo, devendo o Maçom fazer sempre o possível para desmascará-la, combatendo-a por toda a parte onde ela se encontre. Todo aquele que finge, aquele que oculta, cedo ou tarde será desmascarado e seus vícios expostos à luz do sol, à luz da verdade.
SE ÉS APEGADO ÀS DISTINÇÕES MUNDANAS, RETIRA-TE: NÓS AQUI, NÃO AS CONHECEMOS - A Maçonaria respeita as hierarquias do mundo profano e as distinções sociais exigidas pela ordem social. No entanto, dentro de seus templos, isso é desprezado pelo princípio da igualdade que deve reinar entre todos os seres, sem mais distinções que as merecidas pela virtude, nobreza e talento; da mesma forma em que os trabalhos dos Aprendizes Maçons iniciam-se ao meio dia, fazendo com que os irmãos trabalhem sem fazer sombra uns aos outros. Esse sentimento de igualdade tráz, por conseguinte, uma evolução em conjunto muito mais forte e duradoura, fazendo com que o sentimento de desprezo ou o próprio individualismo não sejam bem quistos na Ordem Maçônica.
SE TENS MEDO, NÃO VÁS ADIANTE - Embora a Maçonaria não pretenda despertar o terror ao iniciante, essa inscrição existe para indicar que no momento de perigo, o homem carente de fé e de valor, que se deixa dominar pelo terror e a superstição, não consegue exteriorizar a sua pedra bruta. O sentimento de medo faz com que o homem bloqueie seu caminho a ser triunfado, inibindo a sua coragem, perseverança, auto-estima, valor e fé, que é justamente o que o iniciante está precisando exteriorizar nesse momento. 
SE QUERES BEM EMPREGAR A TUA VIDA, PENSA NA MORTE - Sendo a morte o fim de tudo, a sua aproximação será o castigo ou a recompensa da vida, de acordo com o emprego que lhe foi dado e a direção que lhe foi impressa. O homem deve refletir sobre a morte para assim valorizar e lapidar a sua vida. Sendo assim, o Maçom deve fazer de sua vida um caminho laborioso, superando obstáculos, com a máxima valorização intrínseca de si mesmo. Pode-se entender, ainda, a morte, como sendo o fim da vida profana e o nascimento na vida maçônica, na qual o iniciado começa a glorificar a verdade e a justiça, levantando templos à virtude e cavando masmorras ao vício.

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LEITURA DE DOMINGO - 2ª PARTE

O simbolismo dos elementos 
da Câmara de Reflexões

A VELA -  A Câmara de reflexões é iluminada apenas pela luz de uma vela ou de uma lamparina. Há várias interpretações sobre este símbolo. Pode ser a primeira luz da Maçonaria que o profano recebe, de início fraca, para que o profano, através dos pensamentos que o ambiente lhe sugere, possa acostumar a sua visão espiritual à luz deslumbrante das verdades que lhe serão reveladas. A luz dessa vela é o reflexo e a representação da divindade no plano terrestre. É ela o único asilo seguro contra as paixões e perigos do mundo e que  proporciona o repouso, o discernimento e a luz da inspiração, quando a Ela se recorre.  Esse clarão simboliza então a lâmpada da razão, iluminando a Câmara que não é outra coisa senão o interior do homem, dando lhe assim a esperança de um mundo novo e diferente, que se abre a sua frente, mundo do qual ele não pode fazer uma idéia precisa, mas que na iniciação haverá de descobrir.
O GALO -  O galo representa o Mercúrio, princípio da Inteligência e da Sabedoria. Essa ave é, também, um símbolo de Pureza. O Galo é um gerador da esperança, o anunciador da ressurreição, pois seu canto marca a hora sagrada do alvorecer, ou seja, a do triunfo da Luz sobre as Trevas. A sua presença na Câmara de Reflexões simboliza o alvorecer de uma nova existência, visto que o iniciante vai morrer para a vida profana e renascer para a vida maçônica, sendo ele o signo esotérico da Luz que o Profano vai receber. Também simboliza a Vigilância que o iniciado deve manter relativamente ao papel que desempenha na sociedade. Também simbolizado por forças adormecidas que a Iniciação pretende realizar, esotericamente simbolizado pela “força moral”, indestrutível, guiando os passos do Maçom dentro e fora do Templo.
A BANDEIROLA - Colocada por baixo do Galo traz inscritas as palavras Vigilância e Perseverança. Consideradas do ponto de vista etimológico, essas palavras podem significar “vigiar severamente”. Indicam ao Futuro Maçom que deve, a partir daquele momento, prestar toda a atenção e investigar os vários sentidos que podem oferecer os símbolos, os quais, só conseguirá entender completamente através de uma paciente Perseverança. Assim como o dever moral, que o Maçom deve colocar em prática dedicando-se a uma Vigilância constante. É também a difícil tarefa de desbastar a Pedra Bruta que só alcança algum sucesso, quando realizada com a mais firme Perseverança.
O CRÂNIO - A presença de um Crânio pode despertar no profano alguns pensamentos, através dos quais ele poderá imaginar a representação, pela caixa óssea, da inteligência e sabedoria, da qual ela é símbolo. A sabedoria é tão importante para o nosso cotidiano como o conjunto de nossa existência e para as grandes decisões. Pode ser vista como a razão governando a prática pela teoria. Assim como na Câmara, os ossos são um mero complemento do crânio como símbolos da morte.
A AMPULHETA - Como é um instrumento para medir o tempo, é considerado na Maçonaria, um símbolo que mostra, pelo escoamento da areia, o rápido transcorrer do tempo, e recorda ao profano a brevidade da existência humana, aonde têm um significado esotérico com diversas interpretações. O tempo passa e voa, e a vida sobre a terra é semelhante ao cair da areia. Por isso é preciso saber aproveitá-la em coisas úteis e proveitosas para si próprio e também para a humanidade. Pois uma vida dedicada ao acumulo de riquezas e ao gozo dos prazeres sensuais não contribui para a felicidade de ninguém, é uma vida desperdiçada. O iniciante deve lembrar que as pequenas porções do tempo juntam-se umas as outras e terminam no seio da Eternidade.
A FOICE - Símbolo muitas vezes não utilizado, mas que representa o símbolo da destruição e da morte, que em dado momento perturba a vida de qualquer pessoa, sem distinção de classe social. Pode ser interpretada como também, um símbolo do tempo, mostrando-nos a curta duração de nossa existência terrena e despertando-nos o medo.
O PÃO E A ÁGUA - Tende a assemelhar a Câmara de Reflexões a uma masmorra, onde o profano deve ser recolhido. Mas o Pão simboliza o laço de fraternidade entre os irmãos e a Água é o símbolo da purificação. São emblemas da simplicidade que deverá reger a vida do futuro iniciado, assim como alimentos do corpo e do espirito, os quais são indispensáveis, mas que não devem ser o único objetivo da vida. Sendo assim, é o elemento indispensável à vida, e o pão, provindo do trigo, simboliza a força moral e o alimento espiritual.
O SAL - É o símbolo da mão estendida, representando a hospitalidade. Os antigos Greco-Romanos o simbolizavam pela amizade, finura e limpeza da alma e da alegria. Seria como se fosse algum dizer de boas vindas ao iniciante, mostrando-lhe que ele será acolhido alegremente, com todo o coração,  e que ele há de se sentir em “sua casa”. Assim, o profano, com o espirito livre, se entregará inteiramente à conquista das verdades prometidas.
O MERCÚRIO -  Representado pelo Galo, é um símbolo não apenas de Vigilância e Coragem, como também de Pureza. Princípio fêmea, na alquimia, é considerado hermeticamente como o princípio da inteligência e sabedoria.
ENXOFRE - É considerado o princípio macho, na alquimia. É o símbolo do espírito e por isso simboliza o ardor. “A pedra Filosofal é um Sal perfeitamente purificado, que coagula o Mercúrio afim de fixá-lo em um Enxofre extremamente ativo. Esta fórmula sintética resume a Grande Obra em três Operações que são: a purificação do Sal, a coagulação do Mercúrio e a fixação do Enxofre”. (In “O Simbolismo Hermético” de Oswald Wirth)
TESTAMENTO - É o ato que geralmente, na vida Profana, é praticado a aqueles que se encontram à beira da morte. Mas na Maçonaria é considerado como um testamento “filosófico”, e não um testamento “civil”, como o dos profanos. No testamento o iniciado irá “testemunhar” por escrito as suas intenções filosóficas, assumindo, dessa forma, uma obrigação prévia. Sua verdadeira finalidade não é somente responder as perguntas, mas sim, fazer com que o iniciado expresse sua opinião sobre elas e escreva as suas últimas vontades, como se fosse mesmo morrer, no seu Testamento. O profano expressará seus últimos pensamentos e suas últimas disposições, pois é sob influência da Câmara de Reflexões que ele dirá a verdade. Assim, por esse documento, em que a sua mente só dirá a verdade, a Loja terá um conhecimento quase perfeito dos verdadeiros sentimentos do Profano.
Conclusão
Resumidamente, a Câmara de Reflexões nada mais é do que a transição da vida profana para a vida Maçônica, que usa de seus elementos e simbolismos para preparar o iniciante para essa nova e frutífera vida.
A Câmara de reflexões leva o neófito ao mundo da introspecção. Mais tarde, pelo V.’.M.’. fica sabendo: "Os símbolos que ali existem vos levaram, certamente, a refletir sobre a instabilidade da vida, lição trivial sempre ensinada, e sempre desprezada".
Assim, constatamos que a Câmara de Reflexões tem como fundamento maior fazer com que o iniciante consiga exteriorizar, expor a sua pedra bruta, para que assim, a mesma possa ser permanentemente lapidada, intuito este, inerente à Maçonaria.
É neste local que o iniciante consegue se preparar para se tornar um verdadeiro Aprendiz Maçom, resgatando o seu verdadeiro eu interior e desprezando a sua parte infrutífera, catalisando assim todos os elementos necessários para o início dos trabalhos Maçônicos.
Essa fundamental preparação realizada pela Câmara no candidato, torna-se claramente necessária ao entender-se que tal profano já está prestes a iniciar-se na Ordem. A garimpagem de um irmão Maçom, o achado dessa nova pedra bruta (o iniciante), já fez com que se trouxesse uma grande expectativa de mais um irmão abrilhantando os trabalhos em Loja. Mas sem dúvida esse momento de garimpagem do próprio candidato, dentro da Câmara de reflexões, é vital para sua completa preparação.

Bibliografia
Ritual do Primeiro Grau – Aprendiz – GOB;
ASLAN, Nicola, Comentários ao Ritual de Aprendiz – VADE MÉCUM INICIÁTICO, Editora MAÇÔNICA, Rio de Janeiro;
WIRTH, Oswald – O Simbolismo Hermético

Hoje na História

Franklin D. Roosevelt
07/11/1944 - O democrata Franklin D. Roosevelt é reeleito presidente dos Estados Unidos pela terceira vez consecutiva.

07/11/1973 - Os Estados Unidos e o Egito reatam relações diplomáticas, rompidas entre os dois países desde a Guerra dos Seis Dias (1967).

07/11/1962 - As Nações Unidas passam uma resolução condenando a política de apartheid da África do Sul.

07/11/1956 - A Assembléia Geral das Nações Unidas ordena que a Grã-Bretanha, França e Israel retirem as suas tropas do Egito.

07/11/1956 - Ocorre em Paris uma manifestação contra a invasão soviética na Hungria.

07/11/1941 - Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos aprovam crédito de US$ 1 milhão à União Soviética para a compra de armas.

07/11/1917 - Liderados por Vladimir Lênin, os bolcheviques tomam o poder na Rússia e derrubam o governo provisório de Alexander Kerensky.

07/11/1848 - Eclode em Olinda, Pernambuco, a Revolução Praieira, a última das insurreições realmente relevantes contra a unidade regencial.

07/11/1837 - Começa em Salvador a Sabinada, movimento revolucionário ocorrido no período regencial liderado por Sabino Álvares da Rocha Vieira.

07/11/1825 - É lançado em Recife o Diário de Pernambuco, o primeiro jornal da América Latina.

07/11/1984 - O Governo brasileiro institui juizados de pequenas causas.

05 novembro 2010

GOIERN instala e empossa Diretoria da Loja Cavaleiros de Aço


A Augusta e Respeitável Loja Simbólica Cavaleiros de Aço nº 30 passará a existir de fato e de direito a partir deste sábado, dia 6 de novembro, data em que será instalada e empossada a Diretoria da Oficina.

A solenidade será realizada às 10h no Templo da Augusta e Benfeitora Loja Simbólica Fraternidade de Ponta Negra, à Rua Praia de Muriú, 260, bairro de Ponta Negra, em Natal, sob a presidência do Soberano Grão Mestre Fernando Paiva.

A Loja Cavaleiros de Aço foi fundada dia 27 de julho deste ano, é filiada ao Grande Oriente Independente do Estdo do Rio Grande do Norte-GOIERN e ainda não tem o seu endereço definitivo.

Será dirigida pelo Irmão Antônio Moura, que expediu convite a todas as Lojas Maçônicas da Potência, chamando os Irmãos para participar do ato de Instalação e Posse da sua Diretoria.